A Veli é uma bicicleta de adulto, com roda 20”. 

Têm dimensões idênticas a uma bicicleta dobrável que na sua maioria também têm o mesmo tamanho de roda. São extremamente populares nos países orientais, em especial no Japão, onde os apartamentos são pequenos.

Muitos dos utilizadores de bicicletas dobráveis, abdicaram de uma bicicleta convencional mais robusta e com o tempo perceberam que acabavam por utilizar muito pouco, uma das funções principais delas: dobrar! Isto porque em diversas utilizações do quotidiano, o facto de serem pequenas, já é o suficiente (por ex. transportar no comboio, no metro, no barco, ou arrumar em casa).


A Veli é uma bicicleta robusta montada com componentes externos e internos de grande qualidade.


A Veli é uma bicicleta feita em ritmo artesanal em Lisboa - Portugal.

Cada bicicleta é montada com a maior atenção e rigor no detalhe. É sempre afinada e testada, antes de ser entregue ao futuro proprietário e tem uma garantia de 5 anos (quadro e forqueta)



HISTÓRIA

Sempre dei preferência a bicicletas mais compactas e leves para uma utilização urbana. Se moras num apartamento, fazes deslocações curtas de cada vez que pegas na bicicleta e navegas pelo meio do trânsito denso da cidade, precisas de uma bicicleta leve, pequena e com poucas ou mesmo nenhumas mudanças. Até aqui tinhas duas soluções, ou montavas uma single speed ou fixie com a antiga bicicleta de estrada do teu avô, ou compravas uma dobrável. Eu tentei as duas.

Com o tempo fui percebendo as vantagens de cada uma. Mas também as desvantagens. Dei comigo a alternar de bicicleta constantemente, completamente indeciso e frustrado porque se numa tinha velocidade e leveza, na outra tinha um excelente arranque e controlo. O ideal era juntar as duas numa só. Mas isso não existia.... ou existia?

 

Investigação

Navegando pela interminável web, utilizando todos os termos e combinações que pudessem estar relacionados com o tema, descobri num site japonês um tipo de bicicleta diferente de tudo o que tinha visto até agora. Basicamente um quadro de estrada de adulto, mas com rodas pequenas (16 ou 20). Pesquisei mais e reparei que era uma bicicleta muito popular não só no Japão, mas nos países vizinhos.

Não descansei enquanto não encontrasse um importador desse tipo de quadros. Era mesmo aquilo que eu queria. Juntar o desempenho de um quadro de estrada às vantagens de uma dobrável, mas sem as fragilidades normais desta.


Desenvolvimento

Depois de ter encontrado um fornecedor, pus mãos à obra. Montei um protótipo com 6 mudanças e guiador de corrida. Assim que pisei a estrada com ela nem queria acreditar como aquela combinação era tão explosiva. A velocidade, a facilidade de manobras e arranque, o controlo total acessível a qualquer pessoa menos experiente. A minha vontade era que todos experimentassem aquela bicicleta. Como é que ainda não havia nada disto na Europa?

Com o passar dos dias fui melhorando o protótipo. Tirei-lhe as velocidades, o guiador substitui por um bullhorn e substitui os pneus por uns topo de gama antifuro da Schwalbe.

Fiquei vidrado na máquina. Eu tinha de vender aquilo aqui. Liguei para o meu colega e amigo Aurélio ex-ceo da Órbita Portugal e pedi-lhe ajuda para apadrinhar o projecto. "Já andas a fazer bonecadas outra vez" dizia ele. "Isso não vai dar em nada"... 

Fiquei ainda mais motivado. Ele sempre foi muito directo, mas mesmo dizendo que não a tudo eu sabia que ele ficava a pensar no assunto. Nunca chegou a fabricar os quadros mas forneceu-me todas as peças que eu precisava a custo de fábrica Arrancamos com o projecto, com um micro investimento de cerca 3 mil euros para comprar alguns quadros e peças. Deu para pouco mais de meia dúzia de "mini velo's".

As primeiras fora construídas com 6 velocidades de carreto, guiador mtb ou city e pneus antifuro.

Não foi logo um sucesso, apesar da típica curiosidade. Aliás só começamos a vender mais a sério ao fim de 3/4 meses na época de Natal (2014)



Outra curiosidade: lançamos o produto sem nome, sem marca. Ficou conhecida como mini velo porque de facto é uma mini velo e não havia mais nenhuma em Portugal, mas isso é o tipo de bicicleta. Apenas baptizamos a menina no final de 2015. O nome foi a junção de Velo com Lisboa (Veli), onde nasceu e onde é produzida.

Nesse ano também abandonamos os carretos e adoptamos definitivamente as mudanças de cubo porque é a solução perfeita para a cidade. Reduzida manutenção, silencioso, fácil afinação e esteticamente mais apelativo.

Nesse ano a Veli foi reconhecida e colocada à prova na Bike Magazine, a mais conhecida e vendida do país, onde teve uma excelente classificação, mesmo no meio das grandes máquinas que compõe normalmente essa revista.


2016 foi o grande ano para a Veli, montamos mais de 30 e vendemos todas, inclusive para fora do país e outras tantas para o ano seguinte. Não parece muito para uma grande companhia, mas é muito para nós!

Obrigado por nos acompanhares

 

Diogo Dias

Veli bike team captain